É um fato histórico o que aconteceu neste mês de julho (2012), citando o Código de Defesa do Consumidor (CDC). Com a proibição pela Anatel das operadoras de telefonia móvel, atingindo as empresas Oi, Tim e Claro, que detem 70% do mercado.
Após os reincidentes abusos contra os consumidores e a consequente ação movida pela OAB, a Anatel resolveu endurecer (surpreendentemente) e proibiu as vendas de chip de celular e novos serviços das 3 operadoras.
Alguns consumidores já haviam feito registros no Procon e na Anatel, relatando as falhas de sinal, contratos com cláusulas leoninas, cobranças indevidas e adesão involuntária a serviços desnecessários e processaram as operadoras (inclusive eu), jeito eficaz, mas pontual, porque no mês seguinte lá estavam eles de novo nos explorando.
O que a Anatel fez é uma bandeira cravada no pico da montanha, muitos consumidores, palavras, processos, reclamações, audiências e atitudes ficaram para trás, mas a bandeira foi fincada. Um novo patamar para nós, esperança renovada que nossos direitos e necessidades podem vir antes das vontades dos acionistas e lucro das operadoras.
Embora ache que o caminho mais difícil será de agora em diante, quando as operadoras farão, ou dirão que fazem aperfeiçoamentos e melhorias nos sistemas, o tal "diz que me diz". Aí cabe de novo a Anatel fiscalizar pra valer essa turma. Nós consumidores continuar fazendo o papel de cliente insatisfeito, quando mal atendidos, e exigir punições, compensações e correção do serviço.
Os empreendedores estão com o alazão arrastando uma âncora chamada banda larga, culpa dessa falta de planejamento, cobrança e fiscalização sobre as operadoras. Muita gente precisa de um serviço de acesso a internet mais potente, tem idéias e negócios que precisam de qualidade no serviço de comunicação que os impulsione.
Resultado é o atraso e a perda de potenciais negócios para estrangeiros ou deixam de trazer divisas ao páis e mostrar a qualidade de nossos empreendedores e produtos. Veja em link.
Agora que as operadoras estão levando umas belas chibatadas, talvez se sintam compelidas a assumir uma nova postura, e realmente ofertar serviço de qualidade, não apenas teorias e promessas.
Fica a pergunta, quando veremos essa mesma atitude dos órgãos fiscalizadores competentes nas áreas de telefonia fixa, banda larga e aplicação dos impostos??









