Depois de algum tempo na penumbra, volto pra tratar de assuntos que não evoluem.
Relato de um amigo, que traça considerações sobre a prestação de serviço em banda larga.Há pouco tempo, necessitou mudar sua residência para outra cidade, para evitar transtornos, optou pelo cancelamento dos serviços de telefonia e o anexo serviço de banda larga. Explicação para essa ação é que demandaria mais trabalho para pedir transferência que para pedir um novo telefone, mesmo não constando nenhum débito em aberto no serviço. Para minha surpresa ele narrou a seguinte história.
Ao solicitar o cancelamento do serviço de telefonia na operadora Tonemaí (vou usar um elemento fictício para evitar confusão), ele necessitou de extrema paciência para atravessar a paliçada de atendentes com perguntas redundantes, pedindo porquês do abandono do serviço e propostas nunca feitas. Essa brincadeira levou apenas 45 minutos.
Encerrada essa etapa, cancelado o serviço era a hora de cancelar o provedor Jacaré de internet (se existe uma coisa mais inútil que provedor alguém me ajude). Por incrível que pareça, essa levou alguns dias para ser solucionada, pois quando foi solicitado o cancelamento, oportunamente o sistema estava fora do ar, e conforme promessa que nunca se cumpriu que iriam ligar solicitando os dados para o cancelamento desse serviço também, necessitou outra ligação para cancelar.
Mudado de cidade, começou o segundo capítulo da minissérie. Solicitada a contratação novamente do serviço, que foi feita numa rapidez de deixar o Flash comendo poeira. No mesmo dia foram recebidas 3 ligações diferentes, a primeira, da própria operadora Jacaré (isso mesmo, a mesma) oferecendo o serviço de provedor (lá vem essa coisa de novo), que foi aceita no plano básico, a segunda deles de novo, para empurrar junto ao provedor um serviço de anti-vírus que já havia sido rejeitada na primeira ligação. E a terceira, que foi admirável. Vou retratar o diálogo:
Novamente se dizendo da operadora. - Olá senhor, gostaria de comunicar que a operadora Jacaré, não está apta a prestar o serviço de provedor, e que deveria fazer a contratação pelo UOL (???).
Primeiramente ele achou estranho, mas perguntou - Porque a Jacaré não estaria apta para prestar o serviço?
A menina prontamente respondeu - Ela só estava apta nas contratações mais antigas, e que nas novas não teria autonomia.
Parecia razoavelmente explicado o motivo.
- O que é necessário para executar a contratação do UOL para esse serviço.
- Fornecer número de cartão de crédito ou para débito em conta, o número da mesma.
- Tá, mas espera aí, antes estava tudo ok, a na conta já constaria o débito pelo serviço de provedor, porque agora ainda tenho que fornecer meus dados, não gostei disso.
- Senhor, se não aceitar esse provedor, terei que cancelar sua banda larga, porque para tê-la é necessário um provedor.
- Antes não precisava, agora tem tudo isso? Deixa em suspenso, vou atrás de um provedor que não necessite colocar meus dados na mãos de terceiros.
- Lamento senhor, terei que cancelar sua banda larga.
- Já disse, deixa em suspenso, já está contratada, que autonomia você acha que tem para fazer isso... tuuu... tuuu... tuuu.
Pois é, a mocinha desligou na cara do sujeito.
Então tá, ligou para a prestadora de serviço Jacaré pra saber que história é essa de coagir o cliente com ameaças de desligar o serviço antes de tê-lo instalado, nada profissional a atitude.
Depois de tecladas no 0800, fornecido os dados para identificação, foi relatado o caso a atendente, e perguntado em que pé estava a instalação do serviço. Ela disse que ainda estava dentro do prazo de instalação, que estava tudo ok, que os dados conferiam e que NÃO HAVIA QUALQUER VÍNCULO ENTRE A JACARÉ E UOL.
Agora pergunto:
- Quem tem acesso tão rápido ao nossos dados no sistema para ficar ligado e oferecendo serviços?
- Isso parece atitude de quadrilhas, coagir, ameaçar, desligar quando o sapato aperta;
- Observação minha: tem gente dentro das empresas vendendo cadastro de clientes para esses oportunistas?
- Definitivamente, a ANATEL serve pra muito pouco além de ser um cabide de empregos. Pois é ela que deveria levar a mão de ferro essas figuras jurídicas de pouco caráter.
Espero não ter que escrever novamente sobre esse tema, mas é bem difícil ficar a margem desses fatos. Lamentável.



Nenhum comentário:
Postar um comentário