Seu representante comercial na WEB - zzo.comercial@gmail.com

Minha foto
Rio Grande, RS, Brazil
Através destas postagens, o intuito de balizar o desenvolvimento de novas tecnologias relativas ao crescimento da internet e conseqüentemente do e-commerce no Brasil. Irreversível tendência a médio e longo prazo, e assim alertar as pequenas indústrias que é uma via de mão única e que deve ser ponderado o e-commerce atrelado aos seus negócios, independentemente da situação que se encontrem hoje suas vendas: Necessidade de vender mais, está perdendo oportunidades e promoções de compra de seu fornecedor por falta de garantia de venda, acha improvável participar do e-commerce devido limitações técnicas, tem idéia que o e-commerce exige grandes investimentos e conseqüentemente seja proibitivo à dimensão do seu empreendimento, está com o estoque excessivamente alto de produtos, não deseja contratar funcionários para executar vendas diretas, pois isso mais onera que gera lucros. Atendo apenas clientes do RS.

sábado, junho 05, 2010

Como arrasar a reputação de um vendedor

Vendedores e prepostos sofrem com a o egoísmo e individualismo dos atacadistas quando o assunto é logística verde.
 
Fato comum à maioria dos prepostos é o descaso dos seus contratantes em relação a devolução de produtos com problemas de qualidade, longevidade e integridade vendidos aos varejistas.
Quem já teve a oportunidade de entrar em um depósito de supermercado ou armazém que trabalha com produtos alimentícios principalmente, terá um sobressalto quando atentar para a quantidade de produtos a serem devolvidos aos atacadistas.
Esses produtos para devolução são consequência de três fatores principalmente:

  1. Produtos com vencimento muito próximo, que foram adquiridos acordos arrojados de preços e renovação de estoque de ambas partes, ou quando o atacadista é desorganizado e entrega produtos em vias de vencer;
  2. Falta de planejamento e controle do varejista, que compra sem consultar estoque, adquire acima das estimativas de venda com demasiado otimismo, ausência de política consistente de marketing e promoção além de falhas na verificação dos vencimentos produtos expostos;
  3. Produtos danificados no depósito ou mostruário, avariados no transporte, objeto de pequenos acidentes e falta de preparo dos funcionários, que tratam dos mesmos com displicência.
Estes são os produtos que deverão voltar até os atacadistas para devido descarte ou encaminhamento aos fabricantes para destinação correta.
Fazem parte da logística reversa, inversa ou verde, a política de tratamento do assunto, no que tange o transporte, custos, ressarcimentos, abatimento sobre as comissões dos vendedores, estocagem, manutenção, descarte adequado, substituição dos produtos, renegociação e apoio ao varejista dentre outros fatores.
Esses produtos inutilizados geram custos em todos os níveis da cadeia, e devem ser tratados de forma competente e adequada, sob risco de causar um constrangimento e na pior da hipóteses a perda de um cliente.
Produtos estocados e manuseados adequadamente, com validade e qualidade adequadas são menos passíveis de reclamações e devoluções. E quando acontecem podem facilmente sofrer acordos na divisão de custos.
Usualmente os atacadistas tratam o assunto com menor importância, e abaixo de uma importância saudável para a manutenção do relacionamento com seu cliente, acarretando situações desagradáveis, penalizando a reputação do vendedor, animosidades e endurecimento nas negociações, indiferentemente do esforço dispensado pelo preposto para fidelizá-lo além de prejuízo certo na efetividade das vendas.
Geralmente o vendedor, especificamente o representante ou preposto da empresa, é o serviço remoto para atender o cliente, mas sempre subordinado a política do seu atacadista contratante para esses casos, consequentemente incapacitado de melhor atender quando não existe procedimento eficaz e passa a tratar os assuntos críticos no modo "apagar incêndio". Resultado de foco em resultados a todo custo, efetivamente um "tiro no pé".
A entrega dos produtos ao varejista demanda acordo, e quando esse não existe, o que prepondera é a ética, bom senso e preservação do cliente.
Os varejistas possuem áreas limitadas de estoque, e ocupá-las com produtos sem valor, sofrendo vazamentos e exalando odores desagradáveis é prejuízo certo, tangível e intangível.
Mesmo que aceite devolução de mercadorias, os atacadistas demoram a fazer coletas, pois não é prioridade, forçando o descarte (as vezes incorreto) no lixo comum e prejuízo a assimilar. Fato verificado no caminhão de entregas do atacadista, que sempre está lotado de produtos a entregar, mas raramente apto para coleta das mercadorias de devolução.
Nesse dilema fica o vendedor, que a cada visita deve ter uma desculpa para poder vender ao cliente que lhe cobra o produto para devolução. Até o dia que será obrigado a recolher os produtos ou ficar sem vender.

Nenhum comentário:

Postar um comentário