Em audiência pública no Senado Federal, se mostraram nada amistosos os representantes da iniciativa privada, Telebrás e provedores de internet, trocando farpas e provocações.Eduardo Levy, que é diretor da SindiTelebrasil - que representa as maiores operadoras de telefonia fixa e móvel do país - reiterou que a as operadoras tem "fatos e não planos" a apresentar, demonstrando aversão a estatal Telebrás e conseqüentemente ao PNBL. Afirmou também que foram instalados 7 acessos de banda larga por minuto no primeiro trimestre de 2010, chegando a 882.500 acessos, excluindo tecnologia 3G. Assinalou também que 71% das conexões já estão acima de 512Kbps - atacando o governo que quer iniciar nesse patamar - que 44% vão de 512Kbps a 2Mbps, e 27% acima de 2Mbps.
O presidente da Telebrás revidou dizendo que o acesso de pequenos provedores está inviabilizado pelas 5 maiores empresas do setor, que detêm a rede de transporte.
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A questão "fatos e não planos" é interessante, afinal:
- É fato que cobram mais do que vale o serviço;
- É fato que não se entrega o volume de banda vendido;
- É fato que as multas e reclamações não provocam nem cócegas nos fornecedores de banda larga;
- É fato que os prejudicados não são atendidos adequadamente;
- É fato que o governo vai ter que aquecer, treinar e construir uma boa lança pra enfraquecer ou matar esse monstro que criou;
- É fato que nós consumidores estamos esperando, é não temos mais a quem recorrer;
- É fato que precisamos dessa ferramenta funcionando adequadamente para nossas empresas, negócios, tocar as novas idéias e para educação de nossos filhos para o futuro;
- É fato que o governo não tem fibra pra lidar com os lobbystas das operadoras;
- Nos nossos planos estão poder assistir lá por 2014 a Copa do Mundo pelo monitor do computador ou pela tela do celular...
Fonte: TeleSíntese, 26/05/2010.



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