O Brasil encontra-se em 38º lugar entre 42 países, no acesso da população a serviços de conexão de alta velocidade à internet. E governo e operadoras continuam sem pontos em comum, conforme demonstrado na audiência pública sobre o PNBL, que se realizou na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, no dia 30/03/2010.
No final das contas o governo terá que ocupar os espaços que não interessam as operadoras por falta de atratividade. Existem apenas 184 municípios brasileiros com concorrência nos serviços de banda larga. E o governo terá que agir para mudar esse cenário, pois se encontram no limbo cerca de 43 milhões de brasileiros.
O governo tem internamente uma luta a se travar, que será a desoneração ou redução dos impostos sobre os serviços e equipamentos relativos ao PNBL, visto que existe poucos equipamentos nacionais, embora exista ampla capacidade intelectual e recursos para exploração e desenvolvimento de tecnologias.
Segundo Luiz Henrique da Silva, da TelComp. Os planos de banda larga são tímidos e já encontram-se desatualizados. Citando no dia 08/04/2010 perante a Comissão, números de países como a Suécia, Japão e França que a velocidade de banda é estimada em torno de 1Gbps para o ano de 2010. Também citou que quanto menor a banda paga pelo usuário, mais cara esta é, em contrapartida os grandes consumidores de banda pagam preços relativamente irrisórios. Colocando como uma meta relativamente modesta mas necessária, de 20 a 50Mbps em áreas rurais, que demandam acompanhamento de preços de commodities para executarem negociações mais interessantes. Luiz Henrique também cita como primordial, o estabelecimento de metas, visto que o que se tem feito até o momento não estabelece datas nem volumes razoáveis, ficando um achismo e passível de relaxamento no cumprimento do PNBL, além de formação de medidas eficazes nos intuito de regular o mercado formado de empresas pouco interessadas no crescimento da capacidade e aumento da abrangência da banda larga, mas mais focadas no lucro, planos e preços abusivos.A falta de urgência irá se refletir no tempo, pois estarão sendo limitadas a plena capacidade, criatividade e crescimento das ramificações que a internet propicia, nos deixando no 3º mundo na internet.
Fonte: www.camara.gov.br, 08/04/2010.



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