Olhando para um passado não muito distante, quando começamos a falar em internet no Brasil, surgiram as primeiras e mirabolantes idéias para aproveitar essa nova ferramenta, algumas copiadas de países onde ela não era mais novidade. Mesmo com algumas previsões pessimistas dos mais céticos, que tudo não passava de modismo, o negócio cresceu.
E quem viveu essa época, tinha sérias dúvidas de que seria de alguma utilidade perder horas valiosas na frente do computador, entre tentativas de discagem e configurando o computador. Chegou-se a estimar que o tempo consumido apenas para manter o computador funcionando, nos tempos de DOS (Disk Operation System) era de 40% do tempo. Culpa da instabilidade de sistema. Não que estejamos livres dela, afinal os soft´s da Microsoft estão aí pra todo mundo ver.
Em meados de 1989 a UFRJ conectava-se pela rede Bitnet (protótipo de internet) com a universidade da Califórnia a 4.800 bps. Distância gigante da nossa atualidade, onde existe até um movimento governamental de popularização da banda larga, estimada a ter no mínimo 250Kbps, onde várias operadoras e provedores estatais e privados estão elaborando estratégias e estimativas para se engajar no projeto, e inclusive levar o acesso a zona rural.
Continuam sendo desenvolvidos projetos para fazê-lo da melhor e mais barata forma, seja por cabo, rádio, 3G, linhas de fornecimento de energia e telefonia.
Se em meados de 1994, haviam cerca de 30.000 afortunados internautas, e em sua maioria pesquisadores de universidades, em 2009 estima-se que cheguemos a 44,2 milhões de pessoas ligadas à rede.
Nessa mesma proporção, quantificou-se as relações comerciais usando a web. Em 1995 nos EUA surgiu o Amazon.com e mais um punhado de empresas, e no Brasil 5 anos depois. Em 2001 negociou-se pela internet cerca de R$ 500 milhões, em 2007 já havia passado de R$ 6,3 bilhões e o número de internautas entrando nos 38,8 milhões. E projeta-se para 2013, cerca de 64,6 milhões de usuários, número incentivado pela política de inclusão digital, além do projetado barateamento e ampliação da rede de acesso.
Os números surpreendem, mas ainda estão abaixo de outros países como Japão, EUA e Coréia do Sul, que não se imagina uma banda larga com conexão menor que 50Mps e estimada em 100Mps para 2010.
Tendência clara de aumento das ofertas de produtos e serviços web, bem como serviços correlatos como marketing e aumento no número de lojas virtuais e e-shoppings, e confirmando os valores mínimos realizados antes, de que 30 a 40% dos internautas praticam compras pelo e-commerce.




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