O Idec acha que a internet rápida deveria ser um serviço público no Brasil.
Creditam essa intenção a 3 problemas que são crônicos quando no acesso a banda larga no país:
- Para poucos;
- Cara;
- Lenta.
Essa é a definição dada pelo coordenador do Programa de Inclusão Digital do governo federal, César Alvarez durante o Painel Telebrasil. Evento dos empresários do setor de telecomunicações realizado em agosto.
O painel serviu para reafirmar que existe um abismo entre o grosso da população e a internet, também devido a 2 outros fatores:
- Indisponibilidade do serviço em várias regiões de baixo interesse comercial para as operadoras;
- E pelo preço proibitivo.
O governo reconhece, que o serviço prestado é de baixa qualidade e abaixo do necessário para promover o desenvolvimento e melhorar a realidade socioeconômica do país. Um comitê interministerial estuda o lançamento de um Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), visando melhorar o serviço no todo. Busca-se formas para que esse novo sistema não seja um reparo na atual situação do serviço de banda larga, mas dinâmico e movido pela competitividade entre os operadores do serviço.
Em 2008, 80% das residências localizadas em áreas urbanas não tinham acesso a internet, e 28% das famílias possuiam computadores. Cerca de metade da população tem que recorrer a lan houses, 21% conseguiam acessar do trabalho e apenas 14% na escola. Daqueles que possuem acesso em casa, apenas 58% têm banda larga. Considerando que 10% das pessoas não sabia discernir que tipo de conexão possuem em casa, esses números poderiam se alterar para pior.
Nota-se que se apenas 3% da população é da classe A, e desses 89% usam a web, na classe C, que são 54% da população, o número de conectados cai para 38%.
Segundo Diogo Moyses, consultor do Idec, fica claro que algo não vai bem. "Ele foi concebido como se a população brasileira pertencesse somente às classes alta e média, mas essa não é a realidade do país", declara.
Fonte: Idec, 20/11/2009




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